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O Aroma do Nardo

De maneira geral, a experiência dos cristãos é idêntica: logo que são regenerados, seu coração se enche de gratidão a Cristo e passam a testemunhar Dele como seu Salvador. Infelizmente, a experiência da maioria dos cristãos pára nessa etapa, no conhecimento de Jesus como o Salvador. Mas é preciso avançar. Se continuarmos a buscar Cristo, especialmente depois de sermos conduzidos à igreja, pouco a pouco começaremos a perceber que Ele não é somente nosso Salvador, mas é também o nosso Senhor. Se conhecemos o Senhor Jesus apenas como Salvador, isso demonstra que nossa experiência espiritual ainda é superficial, demonstra que ela não avançou desde seu início. Precisamos progredir no conhecimento vivo de nosso Senhor. Se O buscarmos diligentemente, nós O conheceremos cada vez mais e seremos, por isso, mais e mais atraídos por Ele. Cada dia veremos o quanto Ele nos ama, quanta misericórdia tem de nós: concedeu-nos tamanha graça em nossa salvação, fomos ressuscitados juntamente com Ele e com Ele fomos assentados nos lugares celestiais! Que tamanho amor demonstrado por pecadores tão caídos como nós! Por causa do Seu grande amor por nós, somos atraídos pelo Senhor. Quanto mais atraídos, mais nos maravilhamos com o fato de Ele considerar Sua amada alguém como nós. Assim, começamos a anelar por Sua Pessoa, e este anelo nos faz correr após Ele, buscando-O cada vez mais.

DONG Yu Lan. Cântico dos Cânticos – Os Oito Estágios do Crescimento Espiritual. Editora Árvore da Vida. São Paulo, 2006.




Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.

(2 Coríntios 10: 4-6)


Libertados para Servir a Deus em Unidade
Na Páscoa, o povo de Israel foi libertado da terra do Egito, a fim de servir a Deus. Deus libertou o povo para que este O servisse e com Ele festejasse (Êxodo 3: 18). A saída do povo só foi concedida por Faraó após a décima praga, quando o sangue do cordeiro nos umbrais das portas salvou os primogênitos dos filhos de Israel. O mesmo ocorreu no Novo Testamento: mediante o sangue precioso de Cristo, o Cordeiro imolado que foi nosso substituto, fomos levados para fora do mundo a fim de desfrutarmos Cristo e servirmos a Deus.

Em deuteronômio 16: 16 vemos que Deus reiterou que todos, três vezes ao ano, deveriam ir a Jerusalém para celebrar as festas. Não importando se os judeus morassem perto ou longe de Jerusalém, todos tinham de juntar-se para a celebração das festas. Por um lado, essa reunião tinha por finalidade o serviço e a consagração a Deus; por outro, era para que as doze tribos de Israel estivessem em unidade, a fim de adorar a Deus (Êxodo 12: 1-12). Por isso, as festas tipificam a genuína vida da igreja, onde, além de servirmos a Deus e nos consagrarmos a Ele, estamos em unidade com Seus filhos. Temos, portanto, a incumbência de levar todos os cristãos a verem a necessidade da unidade do povo de Deus e a serem também testemunhas dessa unidade.

(...)
A edificação da Igreja

A partir do dia de Pentecostes, após o surgimento da primeira igreja como as primícias, outras igrejas foram igualmente levantadas. No entanto, devemos estar cientes de que edificar a igreja não é uma tarefa fácil. Esta é uma obra grandiosa e de muito sofrimento. O apóstolo Paulo testemunhou disso aos colossenses, dizendo: “Preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja” (Colossenses 1: 24). As aflições de Cristo foram as que Ele sofreu em Sua crucificação, visando à geração da igreja. Após a ascensão do Senhor aos céus (Atos 1: 9-11) e após o surgimento da primeira igreja, os apóstolos e os cristãos começaram a servir intensamente, a fim de edificar a igreja. Isso era preencher o que resta das aflições de Cristo pela edificação da igreja.

Como vemos nos livros de Colossenses, Filipenses e Coríntios, Paulo experimentou muitos sofrimentos. Em Corinto, por exemplo, cidade da qual Paulo já havia estabelecido a igreja (Atos 18: 1-11), alguns irmãos não o reconheciam como apóstolo, além de haver divisão ali. Alguns diziam que eram de Apolo, outros de Cefas, talvés por considerá-lo mais importante, e outros, talvez por se julgarem mais espirituais, diziam que não pertenciam a homens, mas a Cristo (1 Coríntios 1: 12). Na verdade, eram todos carnais, e essas facções eram sofrimento para Paulo.

No livro de Gálatas, vemos outro sofrimento pelo qual Paulo passou. Depois de ele ter falado incessantemente acerca da economia de Deus, levando os gálatas a viver e andar no espírito, estes voltaram a guardar a lei. Por isso Paulo chamou-os de filhos, por quem, de novo, sofria as dores de parto, até ser Cristo formado neles (Gálatas 4: 19). Todos esses sofrimentos sobrevieram por causa da edificação da igreja. E, assim como Paulo, também fazemos parte da edificação do Corpo de Cristo; por essa razão, é comum que também soframos as dores de parto, preenchendo o que resta das aflições de Cristo. Tais sofrimentos visam também à nossa maturidade de vida.

O relacionamento com os irmãos, por exemplo, pode trazer-nos muito sofrimento, especialmente para aqueles irmãos que parecem não querer crescer e vivem constantemente de acordo com sua vida da alma, com sua mente caída, a mente da carne. A mente pode tornar-se uma fortaleza de Satanás (2 Coríntios 10: 4-6). Portanto, quanto maior for essa fortaleza, maior será o sofrimento para que consigamos destruí-la. Por causa das muitas fortalezas na mente dos cristãos, após quase dois mil anos a igreja ainda não foi plenamente edificada. Pela Palavra de Deus e pelos sinais dos tempos, podemos afirmar que estamos muito próximos do final desta era. Portanto, mais do que nunca, Deus trabalhará rapidamente para consumar Sua edificação.


Fonte: DONG YU LAN. As Três Festas. Ed. Árvore da Vida, Agosto, 1998.

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